externato álvares cabral

A História do Álvares Cabral

instalações e equipamentos

Nas décadas de 50 e 60 as empresas solicitam aos seus funcionários a satisfação de condições relacionadas com as suas habilitações literárias. A progressão na carreira profissional dependia da posse dessas habilitações.

Os trabalhadores adultos, através das escolas noturnas buscaram a satisfação desta exigência procurando a preparação escolar necessária para vencerem nos exames dos diferentes graus de ensino : primário, preparatório e secundário.

Os dois professores proprietários do Externato S. Vicente, situado próximo do terminal ferroviário de Santa Apolónia, mais propriamente na Rua do Paraíso, ampliaram esta escola e fundaram dois outros externatos, sendo um deles o Externato Álvares Cabral em Benfica, bairro que na última metade da década de 60 estava em franco desenvolvimento devido à construção de diversos edifícios com blocos de apartamentos que acolhem muitos casais jovens.

A este projeto de expansão feito a partir do Externato S. Vicente, os professores Valentim Figueiredo e Mendes Lovegrow, recém -chegados à equipa dirigente, associaram outros professores, ampliando a sociedade por quotas a outros colaboradores/professores, que assim participavam no aumento de capital social e no corpo docentes, nas várias escolas da sociedade.

A expansão para Benfica continuou a exigir mais colaboradores e mais capital, do que resultou a transformação da sociedade por quotas em sociedade anónima, com a participação de mais colaboradores docentes que eram escolhidos entre os que melhores qualidades pedagógico/didácticas e maiores qualificações profissionais evidenciavam.

Esta característica da sociedade anónima ENSINUS cujo Conselho de Administração era presidido pelo Dr. Jorge Carvalhal, fez desta instituição uma “cooperativa” especial que esteve na base do grande sucesso alcançado pelas suas escolas.

Até 1974 o Externato Álvares Cabral preparava alunos do ensino preparatório e do ensino liceal e também dos cursos técnicos de dactilografia, contabilidade e secretariado.

A revolução do 25 de Abril de 1974 alterou esta situação, extinguindo os cursos técnicos.

Situado, desde o início da sua atividade, em 1969, na Avenida Grão Vasco, esquina com a estrada de Benfica e em frente à Igreja Paroquial, o Externato começa por ocupar inicialmente dois pisos do edifício, em breve veio a ocupar quatro dos seis existentes. 

Face à explosão escolar da área, o Externato completou a rede de escolas oficiais, recebendo muitas turmas de alunos do 7º ao 10º anos, que prosseguiam os seus estudos até ao fim do respectivo ciclo. Esta complementaridade foi tão importante que justificou o apoio do Ministério da Educação, através do PRODEP, à reinstalação do Externato em 1994 em edifício completamente remodelado para funcionar como escola modelar na Estrada de Benfica, nº 628, onde funciona até ao presente.

Estudantes adultos que passaram por ele e que lograram alcançar as habilitações literárias indispensáveis à sua promoção profissional, destacaram-se muitas dezenas nos mais diversos campos da vida do País e alguns quiseram prosseguir estudos no ensino superior. 

Na última metade da década de 90, com a aprovação de planos de estudos próprios, que tinham como objectivo recuperar jovens com insucesso escolar de diversa ordem e, com a implementação do ensino regular, a população do Externato passou a ser constituída, essencialmente no seu período diurno, por jovens e jovens adultos. Também corresponde a esta fase a mudança da Direção Pedagógica que passou a partir de então a ser assegurada pela Dr.ª M. Antonieta Barros.

Entre 2005 e 2011 o Externato estabeleceu uma parceria com a Escola do Comércio de Lisboa e começou a integrar no seu Projeto Educativo os Cursos de Educação e Formação de Jovens e os Cursos de Formação de Adultos.

Também, desde Maio de 2007, passou a funcionar, agregado ao Externato Álvares Cabral, o Centro de Novas Oportunidades ENSINUS, entretanto extinto.